<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421</id><updated>2011-04-21T17:47:00.202-07:00</updated><title type='text'>um talvez</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-4734001487571864131</id><published>2008-10-04T16:43:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T16:53:47.438-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Passou a menina e o taradão de imediato sussurrou adoraria ejacular no teu reto. Ah, taradão. Mas a menina tinha mesmo uma cauda chamativa e saudável. Entrei no bar, a velha perguntou o quê? Respondi com os olhos. Dentro, dentro. Ah, forno. Errê tiro certo. Puta puta que me valha. São três pilas. Trate de arrumar um trampo, faça-me ao menos um dia feliz, compre preservativos, não me diga canalhices, você, velho, será sempre isso aí, esse cocô aí... Dentro da calcinha foram os três pilas, tomei o ônibus pra descer vinte minutos depois, igreja, é aqui, cheguei, eu cheguei, e chegou-me a hora, oi, boneco, quebra mais essa treta, descola uma buça ardente, novinha, melada, vermelha demais, vai, boneco, manda um sorriso doce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-4734001487571864131?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/4734001487571864131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=4734001487571864131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/4734001487571864131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/4734001487571864131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2008/10/passou-menina-e-o-tarado-de-imediato.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-144734238562312867</id><published>2008-07-07T07:25:00.000-07:00</published><updated>2008-07-07T07:36:08.159-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Viagem. Novidade que tira a atenção do sujeito dele mesmo ou de um troço que não lhe deixa a cabeça. Tende a tirar, porque tem vezes que nem a enxurrada de novos estímulos externos da viagem desconcentra o cara de uma idéia persistente. Vai espairecer, vai pra praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança, por oposição ao adulto, é vazia de si. Seu mundo é o externo, tudo é novo, e esse novo ocupa toda sua atenção. Quem viaja fica meio criança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-144734238562312867?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/144734238562312867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=144734238562312867&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/144734238562312867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/144734238562312867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2008/07/viagem.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-5848809098476726911</id><published>2007-07-27T10:04:00.000-07:00</published><updated>2007-07-27T10:07:57.570-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Dei pisca à esquerda e parei. Na janela veio uma voz arfante: o senhor vai pra Curitiba? Respondi que não, que entraria antes; mesmo assim, o garoto e a menina, dois cães de rua, entraram no carro, iriam até onde eu fosse. Antes da parada, antes de parar o carro para o garoto e a menina entrarem, bem antes, eu vinha me perguntando onde acharia alguma diversão, se as bocas daquela estrada seriam assaz ferozes ou eu poderia suportar os hálitos, as palavras desenganadas e as quedas implacáveis do restante de seus corpos, ah, Dorinha!, eu suspirei, puta, esta sim, puta algoz, surrupiando os meninos que fui, minhas primeiras cédulas para ver dela só os montinhos, aos doze, montinhos, com treze, pêlos e saliva, com treze ainda o frenesi truculento e lascivo, sucos, babas e pingos de nós, ah, Dorinha puta! Saudei os caroneiros, acendi um cigarro, a menina fez cara de nojo, e partimos. Mal se instalou no banco, o garoto disparou a narrativa, contou-me do trabalho num mercadinho, da vila onde morava no Rio Grande do Sul e da briga com a mulher, motivo pelo qual estava agora andarilhando com a menina, o garoto fora expulso de casa, a briga na semana passada lhe rendera um galo acima do olho esquerdo, ó só!, ele apontava a testa, e dizia estou na rua com a menina, pretendo ir e ficar uns tempos na casa de um parente no Paraná, até sossegar a raiva da mulher. E a menina, é sua filha?, questionei. O garoto disse que não era filha, aparecera do nada um dia à noite e acabou ficando, vivia com o casal gaúcho havia três meses... Nessa hora, o garoto se virou para a menina no banco de trás, fez uns gestos e balbuciou alguma coisa lentamente. Escutei um resmungo gutural e, pelo espelho, vi a menina dar um soquinho no ar, com o polegar para o alto. O garoto me disse que ela não tinha compreendido nossa conversa, mas que agora ele já tinha explicado tudo a ela. Não entendi o que o garoto quisera dizer com aquilo. Ela parece pequena, né?, disse o garoto meio rindo, mas é só na cara, já tem quase dezessete essa guria!, e completou, é surda a bichinha, é surda e muda, não dá um pio, nunca, nunca. Mirei de novo o retrovisor e vi a menina mordendo os lábios, talvez ansiosa por saber o que o garoto acabara de me contar.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-5848809098476726911?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/5848809098476726911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=5848809098476726911&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/5848809098476726911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/5848809098476726911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2007/07/dei-pisca-esquerda-e-parei.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-9160548139933288927</id><published>2007-05-21T08:59:00.000-07:00</published><updated>2007-05-21T09:02:27.337-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Pra que mentir, pra que mentir?, eu dizia assim com a canção rodopiando minha cabeça, rodopiando porque tinha bebido um pouco a mais, pra que mentir?, isso eu não sei por que repetia, se era só por causa da canção, se era culpa do bar, ela então pediu que abrisse meu zíper, queria encará-lo de frente, ali, bem assim, de frente pro meu, seu nariz quase tocando, a boca dela se assanhando, uma língua imensa, de um país insurgente que repelia sons que eu podia conhecer, ah safada!, mas tudo isso era só minha cabeça rodopiando, culpa do bar que me serviu tão bem, escute, maravilha, eu disse à garçonete gostosinha, você precisa parar de me perguntar se quero mais alguma coisa, você precisa me mandar embora, e me levar, quem sabe... e a gostosinha já estava servindo a mesa da frente e eu contando o dinheiro para me despedir. Eu te levo, fica mais um pouco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-9160548139933288927?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/9160548139933288927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=9160548139933288927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/9160548139933288927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/9160548139933288927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2007/05/pra-que-mentir-pra-que-mentir-eu-dizia.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-8708130614365034876</id><published>2007-05-18T21:45:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T21:51:03.504-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Me deu um troço ao ver aquele corpo suado e ensangüentado. Não tinha os olhos abertos, a boca, sim, e falava algo com precisão, nada pra mim, eram gritos surdos, imitei os movimentos da boca e assim pude decifrar na hora algumas palavras, mas já não me recordo. Que era daquilo? Uma mulher sangrando deitada no chão frio, uma mulher deitada no chão frio se contorcendo com dor ou prazer, não sei, e suando, a mão fremia no núcleo de sangue, e eu não pensei em nada, meu rapaz, nadinha. A primeira coisa que vi foram os pés, estavam bem unidos, também agonizando, mas, diferente do corpo, eu tinha certeza que estavam gelados, puta frios; não, eu não pensei em nada, senti apenas o gelado daqueles pés conduzindo toda minha imaginação por um vácuo, uma massa de nada. Não troquei uma sílaba sequer com a mulher, quis lhe perguntar sobre o momento, mas fiquei quieto, muito importuno interrompê-la. Lembrei o que ela disse num dos gritos surdos, ela disse amado!, sem me olhar, foi isso, amado, eu preciso de ti!, e em seguida se desfez no sangue, acho que foi aí que vi bem seus dentes, até na boca tinha sangue, borrava o branco dos dentes, que momento de fúria!, eu disse ou só pensei dizer. Eu fiquei na porta, na porta aberta da casa, aquela mulher me desejava, por isso eu estava ali. Não me importei com a porta aberta, esqueci-a inclusive, me acocorei no chão frio, meio que sem entrar todo na casa, me acocorei e o zíper da jaqueta tocou o piso, o tempo se esfacelou comigo revisando na memória cada fragmento do desvanecer da mulher, ô, rapaz!, a hora que a mulher se perdeu no próprio sangue, lembra?, caso é que eu me demorei naquela posição, acocorado, a cabeça a captar a mulher sangrenta; na hora de levantar, tive dificuldades, uma dormência nas pernas e costas, as costas doíam forte, e eu disse isso à mulher, que não respondeu, talvez não tenha me ouvido, encasquetei aí ser eu o tal amado que a mulher chamara nos gritos surdos. Foi uma coisa besta, pois era a primeira vez que via a mulher; devo dizer, tive vontade de abraçá-la, me juntar a ela, tocar no seu sangue e morrer num sono lento e vadio, mesmo naquele chão gelado com a mulher suja de sangue e febril. Isso não ficou só na vontade, isso foi o que se deu. Tirei a roupa no ritmo da respiração da mulher, as meias, pensei deixar, mas quis ter os pés nus e gélidos como os dela. Daí me abaixei, daí fui perto, a mulher me pediu uma coisa com os olhos, botei de leve a boca na gota de suor no bico, impingi suavidade aos lábios, sugar, não suguei, mesmo assim, senti sal na mulher, meus dedos foram parar na sangueira, a mulher não se moveu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-8708130614365034876?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/8708130614365034876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=8708130614365034876&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/8708130614365034876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/8708130614365034876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2007/05/me-deu-um-troo-ao-ver-aquele-corpo.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-6937674782227735265</id><published>2007-04-30T10:01:00.000-07:00</published><updated>2007-04-30T10:19:06.838-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;São jovens, merecem perdão. Trabalham juntos há alguns meses, têm beleza. Nesta tarde, estão sós, e organizam o escritório. Ele tem mulher e filho, ela tem marido. Mas estão próximos demais, ó deus, qualquer um os perdoaria! Abaixados, revisando documentos, o hálito dela, sem saber, acaricia seu rosto e atrai seus olhos para o colo. Algo mudou, ele já não apenas pensa no ofício, o pulso é outro. Ela continua a conferência, mas está bem ciente da mudança de seu colega. Dissimulada! Pronto, bastará um início de sorriso dela para o desenlace. E vai acontecer, ah, eu sei que vai, e será assim que ele despejar aquela pilha de papéis sobre a mesa dela. Preciso referir, o jogo todo está mais na mente de ambos do que em suas expressões. Alguém que acompanhasse tudo de fora, concluiria que trabalham e nada mais. Mas na mente de nossos dois jovens o trabalho é agora parte da trama. Ela está na mesa, leitor, ela está de pé mexendo em algo sobre sua mesa, lá vem ele com os papéis, ele diz alguma coisa, ela olha, ele olha, ela abaixa o rosto, mas já lhe escapuliu aquele meio sorriso, nada mais que fazer, vem o perfume, o batom, as mãos querem negar, não podem mais, e se entregam num furor que prediz os minutos seguintes, que força contida!, de onde tamanho desejo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-6937674782227735265?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/6937674782227735265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=6937674782227735265&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/6937674782227735265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/6937674782227735265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2007/04/so-jovens-merecem-perdo.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-4637524743898211844</id><published>2007-04-26T20:00:00.000-07:00</published><updated>2007-05-19T07:18:49.737-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Gostas? Ela olhou o mar, rasante gaivota, tremulou os lábios sadios e coçou o peito, pela borda. Que gente gostosa, me disse. Saradões de tatoos e popozudas. Fui dizer que ainda gostava dela, mas no meio disso me vazou duas bolinhas de saliva que acompanhei, desordenadas, uma na mesa do boteco, a outra eu perdi. Lembras que falei em casamento em junho de 2003?, perguntei. Não, ela respondeu em escárnio, só recordo de me perguntares o tempo todo se eu queria um leitinho quente. Cuspi toda cerveja e tossi. Ridículo. Tenho tesão por ti, João, me falou no ouvido, lambi sua língua tentando o rabo daquelas últimas palavras. Por que nos separamos?, o garçom questionou. Diga Lívia, diga a ele, diz João, diz a ele por que nos separamos. Nos separamos porque nosso amor se pesa em metros, em dor, em falta, em esquecimento, em corrosivos ciúmes, nosso amor é amor ao tempo que nos apaga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-4637524743898211844?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/4637524743898211844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=4637524743898211844&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/4637524743898211844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/4637524743898211844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2007/04/gostas-ela-olhou-o-mar-rasante-gaivota.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-21042826933776678</id><published>2007-04-25T18:11:00.000-07:00</published><updated>2007-04-25T18:34:49.823-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Logo depois que nos cumprimentamos, sentei no sofá, com chá de maçã. Lívia apagou a luz, sem dizer nada, me puxou, sentamos no chão, ela começou a abrir os botões de minha camisa. Shhhh, ela fez no que eu falei da xícara de chá, bico calado, ordenou. Deitei já sem calças, os dedos dela remexendo meus pentelhos. Puxei-a contra meu peito, sua língua me aquecendo, preciso ir no banheiro, ela interrompeu, vou contigo, adverti, e fomos, nus, eu mirando a celulite na bunda submissa ao dragão. Não vou fazer xixi, João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou no quarto de Lia, a filha, remexo, cds, antidepressivos, pontas de fumo, livros, algumas fotos, meu pau me ameaça endurecendo no armário de calcinhas, rendas, desenhinhos nas de algodão, mas é o perfume do travesseiro que me aflige. Saio do quarto, Lívia está no chuveiro, meu pau está duro demais, ando pela casa sem saber onde parar, a ponta acesa na boca, os olhos na brisa da sacada, na cabeça o pedido de bebida. Toca o telefone, não pára mais de tocar, Lívia vem se secando, eu estou na brisa da sacada, o pau duro, socando, queimando. Era meu marido, diz Lívia, meu ex-marido. Eu rio alto, Lívia me bota na boca, vai, ela pede, eu vou, vou todo pra ela em três berros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou chupando a boceta de Lívia, no sofá. Ela fuma e na fumaça vai sua vida, não pude ler o letreiro do ônibus ontem, não sabia mais, vi as letras, não consegui somá-las. Fumei um com o garoto do trabalho, já te falei isso, mas não contei que ontem fui na casa dele e trepamos. Lívia ri, ri em desespero, dizendo que está grávida do garoto do trabalho, diz ter certeza que sua porra está toda nela e tomando forma, vai se chamar Joãzinho. Mando calar a boca, ela lança o punho contra minha cara, seguro-a pelo pescoço e digo que fala besteiras, que não engravidou nem trepou com ninguém. Não trepei, ela confirma e arrota. Quero chorar um pouco, João. Pego-a no colo, voltamos pra sacada, ponho-a no beiral com as pernas pra fora, Lívia balança as pernas, as tetas acompanham o movimento, eu me desenlaço daquela mulher e cochicho abra as pernas. Lívia, apoiada em mim, se acocora no beiral, abra as pernas, eu repito e aponto um moleque na janela do prédio em frente, olho o rosto, a mulher ri, os dentes todos à mostra, amasso as tetas, brinco nos bicos. Já podes chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone volta a tocar. É Lia, podes buscá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desço a Blumenau, quebro na Max Colin, mais umas quadras, é aqui, é ela ali. Cadê minha mãe? Dor de cabeça, digo, entra. Onde tem cerveja aqui perto?, pergunto. A menina Lia demora a responder. Aqui, pára aqui. Um bar. Tem as tetas grandes da mãe, meu pau deve estar com a saliva de Lívia, tem fumo?, peço, e vejo a menina investigar o maço de cigarros, só uma ponta, ela responde, vamos acelerar nessa cerveja, concluo. Assim que nos afastamos do bar, Lia abre a bolsa e tira uma bala, só tenho uma, ‘tá a fim? A bala se parte na boca da menina, vou buscar minha metade, reclama da barba, reclama do bafo, mas fico nela, língua de morango. Vamos pegar o carro, falo acelerando o passo. Conheço um lugar legal, é pertinho, ela diz saidinha, não dou piu, apenas mando abrir o vidro, peidei feio e gargalho achando que não findarei mais o riso. Sobe aí, diz Lia, paro o carro, estamos na subida do motel, um cigarro, anda!, peço dando tapinhas nas coxas da menina, e vou embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moro aqui... Ligo a tevê, desligo, ouço minha barriga grunhir e um tesão chegando, no banheiro, pia, lavo o pau, Lia me observa, comeu a minha mãe, hoje?, ela atira, não, respondo, nunca trepamos, sou amigo da tua mãe, só. Ligo o chuveiro, sento no bacio, vem cá, Lia entra, e começo a despi-la, uma tattoo perto da buça, uma coisa noutra língua, minha cabeça não entende, mas minha carne já montou e chacoalha na menina, na queda algo de meu corpo estalou e ficou rosnando, senti a menina Lia espernear, talvez não quisesse, talvez eu devesse calar sua boca. O sangue do meu dedo aberto era o mesmo de trinta pequeninas poças pelo chão, meu pau ainda estava duro, todo na calda da menina, que repetia vou vomitar, vou vomitar. Senti que precisava mais uma esporrada, e sabia que esta ia demorar. Poupei a boquinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-21042826933776678?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/21042826933776678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=21042826933776678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/21042826933776678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/21042826933776678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2007/04/logo-depois-que-nos-cumprimentamos.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-8150774204705300688</id><published>2007-04-06T13:24:00.000-07:00</published><updated>2007-04-08T13:49:20.477-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Em 87-88 iniciou o período de descoberta da noite. A molecada seguia nas brincadeiras menosprezando a ordem dos pais de estar em casa ao pôr do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, com mais freqüência, as meninas participavam das brincadeiras dos garotos. Principalmente do esconde-esconde, que a escuridão fazia mais atraente. Não sei se estávamos ligados, mas apreciávamos essa mistura meninos-meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcão, um seco dentuço de nossa rua, não sei como, deu a largada na pegação, toda tarde ficava aos beijos com a feia mas gostosa da Rúbia, enquanto o restante do pessoal continuava nas brincadeiras tolinhas. Rúbia negava a meninice, tinha o corpo carnudo, boca, peitos e bunda de mulher, e sabia bem disso, tanto que se insinuava com todos os garotos. Víamos a inveja das outras meninas, todas rezando pra que brotassem nelas o mais rápido possível tudo que então havia na Rúbia, e que ela muito bem exibia. Rúbia, certamente, foi motivo de muitos banhos demorados entre os garotos da rua. Mas, no fim das contas, foi o Marcão que levou, mesmo seco e dentuço. Será que o Marcão ‘tá comendo?, todo mundo queria saber, não recordo se alguém matou a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verão de 88 tivemos uma sexta-feira que foi apontada como o dia mais quente dos últimos anos. Apesar de ter chovido no início da tarde, às seis ainda restava um bafo insuportável e a gurizada esperou até quase oito da noite pra começar a correria. Antes do esconde-esconde, pra refrescar, tomamos banho de mangueira na casa da Nanda, a magrelinha linda e tímida, branquinha, olhos azuis, cabelos lisinhos e negríssimos. No banho, encharcamos e enlameamos as calçadas e pisoteamos as flores da mãe da Nanda. O resultado foi um puta esporro na menina, a mãe proibindo-a de brincar conosco por um bom tempo. Lembro que, por sentir sua falta nas rodas, eu, muitas vezes, sonhei com ela, abraçava forte o travesseiro, imaginando ser seu corpo, e o enchia de beijos apaixonados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas rodadas do esconde-esconde, era noite, e muitos, temendo o chinelaço, já estavam debaixo do chuveiro de suas casas, restando meia dúzia de crianças para continuar a brincadeira. Assim que iniciaram a contagem, eu já sabia onde me esconder, fui direto para o quintal da Dona Raquel. O local era altamente estratégico, eu ficaria a apenas cinqüenta metros de onde o Teta (o gordinho do sobrado amarelo) partiria em nossa busca, e com uma vista privilegiada, pois o terreno da Dona Raquel era elevado, permitia que eu avistasse facilmente todos os movimento do nosso amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal pulei a cerca da Dona Raquel, ouvi uma voz fininha, me ajuda a subir, anda!, olhei, era Bibi, guriazinha de 12 anos, minha vizinha, que me seguira, me seguira porque eu sempre acertava na escolha do esconderijo. A contragosto, puxei a pirralha cerca acima. Por que não arranja outro lugar?, questionei indignado. Quero aqui!, foi só isso que ela disse. Não reinei mais porque o Teta terminava a contagem e nos pegaria logo de início. Só me fodo, resmunguei. Ficamos, então, eu e a pirralha, atrás de um canteiro, agachados. A Bibi tinha um problema, ria de tudo que os outros falavam ou faziam, mesmo quando não havia motivo. Avisei de cara tens que ficar quieta se quiseres ficar aqui! Ela arregalou os olhos e concordou, imediatamente cobrindo a boca com as duas mãos, como se já tivesse uma gargalhada pronta pra explodir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastou uns poucos minutos ali atrás do canteiro pra eu ouvir: preciso fazer xixi! Era só o que faltava, fodeu de vez a brincadeira, falei pra pirralha. Agüenta, Bibi! Já tô segurando desde antes, não consigo mais! Te fode!, concluí no que ela fez cara de choro. Nisso, passava o Teta à nossa caça, passava bem perto de nós, podíamos ver suas pernas pelas frestas dos arbustos que nos protegiam. Sem pensar, tapei a boca da Bibi, que, com suas mãozinhas mínimas, afastou os dedos meus que cobriam seu nariz. Com a outra mão, fiz sinal de silêncio, o indicador sobre meus lábios em bico; a Bibi anuiu com os olhos. O Teta se foi, e, na seqüência, ouvimos um dos piás berrando corre gordo leiteiro, quero ver se me pega! Não pegou. Coitado do gordinho, só se lascava nas corridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alarguei os arbustos tentando ver se era hora de abandonar o esconderijo no que ouvi de novo -- preciso mijar, porra!, a Bibi irritadíssima. Os palavrões eram comuns entre os guris, nem nos dávamos conta, pois estavam nas nossas línguas como quaisquer outras palavras, mas ver a Bibi, tão miudinha e inocente, dizendo porra era algo diferente e pelo qual eu me espantava. Não podemos sair agora, Bibi, o Teta pega a gente, não tem como. Então vou fazer aqui!, ela disse. Eu ri amarelo, não acreditando. Vira pra lá, advertiu. Quê? Foi só naquela hora que olhei bem para ela, mesmo escuro, vi que usava um top verde e uma saia curtinha vermelha, a franja na altura dos olhos negros impositivos. Olha pra lá, porra! Obedeci. Ouvi a pequena se ajeitando, ciciando algo que não deu pra ouvir e, depois, aquele ruído. Um jato vigoroso contra a terra. Não pude deixar de olhar, a três palmos de mim, a Bibi acocorada, de saia levantada deixando à mostra parte da calcinha branca, os cabelos compridos quase no chão, os pés bem afastados, a mão direita lá embaixo, talvez puxando a calcinha para o lado, desimpedindo o jato. Instantaneamente, formou um laguinho em torno dela, que depois transbordou e virou uma corredeira em minha direção. Acompanhei sem ação o xixi da Bibi vindo, driblando a textura do solo até se acomodar às solas de minhas sandálias. Tudo à minha volta era mijo, mijo da Bibi. Ao terminar, aliviada, a pequena festejou, meu caralho, quanto mijo!, mas constrangeu-se ao perceber que, além dela, eu também era uma espécie de náufrago. A noite escondeu, mas entrevi o rubor das bochechas no modo com que ela pediu desculpas. Eu disse dei-xa... com a voz cortada por engolir seco, ainda admirado com a cena. Bibi, pelo contrário, retomara rápido a postura nem-aí, e me disse vamos sair daqui, ‘tá fedendo! Não entendi direito por quê, mas segurei a pequena pelo braço e cochichei em seu ouvido, advertindo que não se mexesse, que o Teta estava por perto e nos encontraria se saímos naquele momento, ela perguntou como eu sabia, menti dizendo que de onde eu estava podia vê-lo, ela concordou e demos uns passos até um canto meio apertado, mas seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um mês e eu completaria treze, não tinha, portanto, nem um ano de diferença da Bibi, que acabara de festejar os doze. Mesmo assim, eu me julgava maior que ela, seu protetor até. Talvez por isso eu nunca tinha pensado nela como pensava na Nanda (que era um ano mais velha que eu), com afeto, com uma ingênua ardência. O caso do xixi afetou a maneira como eu enxergava a Bibi, se, para ela, aquilo foi um ato pueril, urgente e irrelevante, para mim, foi hora de perceber que ela tinha algo que me interessava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tapei de novo a boca da Bibi. Desta vez, não tinha razão praquilo, e ela me inquiriu com os olhos negros, é pra caso der vontade de rir, expliquei, dissimulando meu desejo de ficar ali, junto dela. Quedei-me ao seu lado, encostando de leve meu corpo nela, nós dois acocorados atrás dos arbustos, meu braço esquerdo envolvendo seu pescoço, a mão cobrindo seus lábios, sem pressioná-los. Cochichei que ficasse em silêncio, sob o pretexto de sempre, não sermos pegos, e, ao fazê-lo, detive-me no perfume dos seus cabelos; falei, então, mais alguma bobagem, apenas pra ficar com o nariz emaranhado naqueles fiozinhos e alimentar o impulso que me inebriava. Me perdi nas sensações, abandonei, sem dar conta, as referências contextuais, sendo conduzido simplesmente por suaves convulsões. Mas acabou. E acabou abruptamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu ainda divagava, a Bibi soltou um vai, porraaa! estridente, todo no meu ouvido e me empurrou, reagi com um salto e no cair botei a mão no lago de mijo. A pirralha zarpou. Tudo aquilo porque o Teta havia nos achado, gordo leiteiro filho da puta. A Bibi correu, passou o gordo e se salvou, eu não. Não pude. Tive que dar um tempo ali atrás do mato, pra baixar o shorts. Ninguém entendeu por que não corri junto com a Bibi. Nunca me expliquei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-8150774204705300688?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/8150774204705300688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=8150774204705300688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/8150774204705300688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/8150774204705300688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2007/04/em-87-88-iniciou-o-perodo-de-descoberta.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-1482600396951820560</id><published>2007-02-07T18:37:00.000-08:00</published><updated>2007-02-07T18:38:10.435-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Sentei, cruzei as pernas, como ela pediu. Ficamos um metro. Confidenciou sem pudor que tinha se excitado na noite passada ao assistirmos o filme juntos. Sua vez, disse. Não tire o olho de mim, João, é nosso trato, seu olhos eu quero aki em mim, esfregue-os no meu peito, lambuze-os na minha boceta, mas não os tire de mim! Assenti. Não tive prazer, Lia, ontem, no filme, não tive prazer, senti apenas que tinha que cuidar de você. Lia, uma espada de olhos. Tenho vontade de dizer junto, João, que és o cara mais idiota que conheci, porque tenho vinte e um, as tetas empinadas. Mas junto disso, cara, preciso te conferir o nome companheiro. Começou a chorar. Fui na direção. Me veio a dor no peito. Não, não era no peito. Tentei segurar Lia, um abraço, mas antes minhas pernas foram contra mim. Me ajoelhei e a lágrima de Lia socou meu soluço pra fora. Perdi meu corpo ali, quis abraçar e me vi um acúmulo de carne informe tendo espasmos. No instante mais lúcido chorei fraco por ter babado no vestido de Lia. Dissemos, laceramo-nos com nossos sons de asco e tesão. Pedi que a vida terminasse ali, eu em Lia.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-1482600396951820560?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/1482600396951820560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=1482600396951820560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/1482600396951820560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/1482600396951820560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2007/02/sentei-cruzei-as-pernas-como-ela-pediu.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-4971869411580490710</id><published>2007-01-28T19:23:00.000-08:00</published><updated>2007-01-28T19:25:12.503-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Cobri meu sexo, virei pra parede, os olhos que-foi? me seguindo. No banheiro, encostei o nariz no espelho, barba, eu tinha de fazer, liguei o chuveiro e não tinha toalha para me secar. Lia, tens uma toalha?, berrei na porta entreaberta, ouvi passos na minha direção, gracias, chica!, quer chá?, me perguntou. Liguei o chuveiro de novo e comecei a me lavar, enquanto a água batia na minha cara eu pensava na cena da praia, a dor na palma de minha mão, o corpo de Lia arrepiado, nós grudados dentro da água, eu ensaboava meu pau, que pedia cada vez mais. Vou entrar pra mijar, tá? Não respondi, não pensei, Lia já estava no banheiro, tirando o shorts, a calcinha, eu ali, reto, cobri meu sexo, virei pra parede, os olhos que-foi? de Lia me seguindo e o ruído do chuveiro mais o mijo batendo no bacio. Não demos pio. Lia secou a vagina, puxou a descarga, abriu o boxe e me deu um tapinha na bunda, depois saiu perguntando se eu queria chá.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-4971869411580490710?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/4971869411580490710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=4971869411580490710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/4971869411580490710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/4971869411580490710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2007/01/cobri-meu-sexo-virei-pra-parede-os.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-116757108768876314</id><published>2006-12-31T05:10:00.000-08:00</published><updated>2006-12-31T05:26:23.843-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Assim que saímos da casa de Lia, perguntei se ela não tinha um casaco, como não me respondesse, tirei minha jaqueta e pus sobre ela, mas não durou, assim que descemos na areia da praia, da casa à areia eram uns cinqüenta metros, ela me devolveu a jaqueta e perguntou se eu queria correr e saiu em disparada sem me esperar responder. Correu, correu e se cansou. A areia mata, ainda mais aquela, enterrava os pés. Quando parou, Lia olhou pro céu como quem faz uma prece ou se extravia num solilóquio, eu querendo que ela me pedisse a um santo qualquer, cogitasse fazer amor comigo a noite inteira. Lia lá na frente disse alguma coisa. Nada, não entendi uma palavra sequer, o meu nome, te amo ou trepada passaram longe dos lábios dela, isso eu sei. Continuei me aproximando de Lia, que linda menina, que menina gostosa!, uma voz de algodão-doce, bunda madurando; não poderia se dizer outra coisa que não gostosa, essa palavra que nasceu do juízo da boca, do paladar, e que se estendeu por tudo que é canto, até os mais sem sabor, mas aqui, na minha boca, recupera a origem, só pronunciar seu nome, Lia, Lia, me faz salivar, faz meus sentidos virarem boca, gostosa!, repito e repito. O que você disse?, questionei eu me aproximando, já pegando a mão de Lia. Eu disse que queria tomar um banho contigo, e sacou o vestido num tiro só, expondo a pele clara e arrepiada, coberta apenas por calcinha e sutiã. Lia era eu, Lia assim de calcinha e sutiã numa praia fria era eu décadas atrás, ainda moleque, quando irritado depois de perder uma disputa de pênaltis pra outro gurizinho, puxei o peru da sunga azul e mijei nele, no gurizinho, na cara, no corpo dele sentado, mijo, mijo mesmo, pode crer! Eu era Lia lá, nervoso, impulsivo mas inocente. Tirou o vestido, foi devagarzinho me sorrindo, andando de costas, na calcinha, no sutiã, foi devagarzinho pra água, agora sim um lolitismo escancarado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-116757108768876314?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/116757108768876314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=116757108768876314&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116757108768876314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116757108768876314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/12/assim-que-samos-da-casa-de-lia.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-116572788951270494</id><published>2006-12-09T21:17:00.000-08:00</published><updated>2006-12-09T21:18:09.526-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ao fechar a porta da casa, pensei em convencer Lia a voltar pra dentro. Garoava e, apesar do novembro, estava frio. Eu 'tava de jaqueta, bem agasalhado, Lia não: sairia com o vestidinho hippie que deixava os ombros de fora. Na areia, a garoa, eu guarda-chuva, Lia pegou minha mão e puxou, quer correr?, perguntou saindo em disparada, esquenta!, garantiu berrando. Os cabelos encaracolados e molhados se sustentando no vento, o vestido ocre passando a um marrom pesadão por causa da chuvinha. Lia cem por hora. Longe, ouvi sua risada, parada, parada e me olhando e dizendo algo que eu não podia ouvir. Queria que ela dissesse que íamos embora, sair da chuva, da maresia, voltar pra sala e tomar um chá quente, botar algum vinil no toca-discos, um do Baden quem sabe, baixinho, e prestaríamos atenção unicamente nas nossas vozes, falando sem parar, a atenção nas nossas vozes conformando coisas sem importância, importava os nossos sons, só isso; ah, eu já podia ver naqueles lábios e dentes o cacoete lingüístico, um parasita remanescente da infância e puberdade em Buenos Aires, que tinha aquilo que me fazia gemer!, era Lia falando, até lembro, eu disse à Lia, quando nos conhecemos, que uma chupada sua devia ser algo estupendo, por conta daquele movimento de lábios e língua e dentes e tudo que o espanhol lhe treinara. Ela, Lia, lia e ria dessa minha tolice, devo chupar bem?! -- perguntava ela no chat. Eu, em seguida, vexado da barbárie a uma menina de dezenove, na época tinha dezenove, digitava desculpas e emendava outro assunto rapidinho, querendo reverter a situação. Não importa mais, ficou para trás. O que vale é este final de semana e as coisas que vão nos acontecer, quero ver, quero ver o que meu corpo vai dizer, haha, vou me mirar, acompanhar bem atento o que se passa nessas minhas idéias, ah, velho puto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-116572788951270494?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/116572788951270494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=116572788951270494&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116572788951270494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116572788951270494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/12/ao-fechar-porta-da-casa-pensei-em.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-116559273982619088</id><published>2006-12-08T07:42:00.000-08:00</published><updated>2006-12-09T08:42:08.806-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Chateando&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo virtual modifica a maneira de nos relacionarmos uns com os outros. E cria situações sociais próprias. Toma lá o MSN. Uma espécie de sala pessoal onde você decide quem entra ou não. Mas não só isso. Mesmo autorizado a estar de nick presente na sala de alguém, você pode ser ignorado. Coisa desconfortável se se pensa a situação em termos não-virtuais (uma sala bem real onde se avista um conhecido e nem ao menos se joga um olá).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece, no MSN, há pelo menos 3 níveis de diálogo: o não-diálogo, esse onde os participantes apenas compartilham o ambiente, mas nem trocam ois; o diálogo-tolerado, em que os participantes não passam do small-talk (papo de elevador) e o fazem a grandes pausas, pois não têm o que dizer; e o diálogo propriamente, onde os chateadores estão realmente interessados no papo. Quem olhar com mais cuidado, deve achar outros níveis, mas largo eles por aqui, fica pra você aí detectar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O MSN é um dispositivo que privilegia e desenvolve o individualismo: converso com quem, naquele instante, eu quero. É o Eu falando alto. O programinha dispõe de sinalizadores da situação do interlocutor (volto logo, ocupado, online, ausente...), mas ninguém dá bola, se o Eu quer falar com fulano, mesmo fulano sinalizando ‘ocupado’, fodXX-se, o Eu vai lá e chama fulano pro papo; se o fulano vai responder é outra história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda não me lameei totalmente no chat-eamento, não sei, por exemplo, como se faz pra não dar atenção ao oi piscando na barra ali de baixo (como é o nome da barra mesmo?). E isso é péssimo, porque quero atender todo mundo e no fim das contas, direito, não atendo ninguém, e os papos ficam superficiais e descontínuos, um chat chato. Mas estou me agilizando. Dia desses, uma colega disse assim “ora, quando não quero falar com a pessoa, vou lá e bloqueio, daí ela acha que eu não tô online”. Não pensei meia vez, click click click, dez bloqueios e mais tempo pra quem Eu quero.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-116559273982619088?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/116559273982619088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=116559273982619088&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116559273982619088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116559273982619088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/12/chateando-o-mundo-virtual-modifica.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-116532851139752074</id><published>2006-12-05T06:20:00.000-08:00</published><updated>2006-12-09T13:10:29.156-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Manias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já sabem, como todas as pessoas na beirada dos trinta, eu também me iniciei nas manias. Às vezes, até irrito alguns com isso. Normal, eu não esperava que fosse diferente. Irrito, por exemplo, quando digo que prefiro enfrentar os degraus a pegar a escada rolante, “exercícios, saúde!”, explico, não adianta. Mesmo sendo ‘bons vícios’, ninguém me entende, não dou bola. A mania mais recente é coletar informações relevantes on-line, assim aleatoriamente. Não se trata de sair atrás dos dados; é um livre-catar o que aparece pela frente, satisfazendo, claro, um critério de relevância. Assim, criei pastas no Word onde apenas colo os links e títulos das matérias que me aprazem. Tenho uma pasta para a saúde, outra para educação, criminalidade, desenvolvimento, sexualidade. Meu método é suave. Como todos vocês, leio jornais pela web, diariamente, e é neles que capturo as tais informações. Hoje, na Folha, apareceu algo interessante, “Divórcios disparam e aumenta índice de segundo casamento” (o link está abaixo, pra quem quiser), huumm, legal, catei e abri outra pastinha, intitulada “Relacionamentos”. Pra quê? Que pergunta cruel. Acho que, primeiro, pra satisfazer a mania, uma coisa muito séria, autônoma, eu diria. Segundo, por causa daquele espírito pueril de querer entender as coisas todas. Outro dia, um colega muito nobre, que já adentrou os trinta, observou que não coleciona manias. Não resisti, “não tem ou não enxerga as que tem?”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Link da matéria aos interessados&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u128989.shtml&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-116532851139752074?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/116532851139752074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=116532851139752074&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116532851139752074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116532851139752074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/12/manias-vocs-j-sabem-como-todas-as.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-116197257062826662</id><published>2006-10-27T10:59:00.000-07:00</published><updated>2006-12-06T14:38:46.046-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Serena estava morando sozinha há um ano. Gostava do trabalho, da idéia de casar e ter filhos antes dos trinta. Católica não-praticante, tinha Bíblia em casa. Serena teve dois namoros, o primeiro durou dez meses; o mais recente, um ano e meio. Gozou 3 vezes. Uma sonhando -- acordou tão encharcada quanto aturdida. Outras duas com o primeiro namorado, antes da penetração, foi a língua dele. Em agosto, Serena percebeu algo diferente na janela do apartamento em frente ao seu, a poucos metros, entre as cortinas ela viu um garoto, branco, magro, adolescente, deitado na cama, a mão dentro da bermuda, não via o rosto. Sentiu vergonha, um pouco de nojo. Mas no dia seguinte ficou à espera do garoto, que talvez até estivesse no quarto, porém com a luz apagada, impedindo a visão de Serena. E foi assim durante todos os dias seguintes. O passar das semanas trouxe o esquecimento, apenas vez por outra Serena olhava rápido por sua janela querendo ver se o garoto surgia novamente. Nada, tudo na mesma rotina de sempre, trabalho, casa, jantar na frente da novela, meia-hora de chat e cama. Foi preciso dois meses para o caso do garoto se repetir. Ele acendeu a luz do quarto, pegou uma revista, deitou na cama e deslizou a mão dentro da bermuda. Serena numa cadeira, de frente para a janela, o tronco inclinado, os olhos arregalados. A revista caiu e o movimento na bermuda se intensificou. Ela queria ter o rosto dele, mas a fresta só permitia parte do corpo, do peito às coxas. Tudo foi rápido; quase como um espasmo, o garoto livrou-se da bermuda. Serena viu o corpo saindo da cueca, a genuflexão seguida do que parecia o desenlace, o garoto se virando, deixando a bunda coberta pela cueca entregue aos olhos do prédio em frente. Só então Serena cerrou a vista e se tomou como ser novamente, consultando sem saber direito por que tudo que se passava consigo. Ao fim da cena no apartamento da frente, Serena notou as próprias coxas contraídas, saliva lhe faltando na boca e os braços flexionados junto ao peito segurando o rosto confuso. Não queria acreditar no que estava passando, saiu de um golpe da cadeira na frente da janela e andou pela casa sem saber o que procurava. Parou no banheiro, veio a vergonha de olhar o rosto no espelho, mas fez. Imagens percorreram seu olhar interno, uma profusão que não permitia enxergar nitidamente uma sequer. O espelho indicou uma lágrima, dizendo o que acontecia, um corpo que diabolicamente apreciara tudo que se passara no quarto do garoto, naquela cama, tudo oposto ao que ela cria como civilizador. Não queria e sabia muito bem por que não queria, mas postou-se de costas diante do vaso, abriu a braguilha e num soluço carregado de choro, baixou o jeans. Chorou assim, sentada no vaso, o jeans abaixo dos joelhos, a calcinha ainda no lugar. Não queria ver. Mas pôs-se de pé, tirou as lágrimas escorridas pelas bochechas e baixou devagar a calcinha, olhando primeiro a penugem ao fim do ventre e em seguida a umidade que na verdade era uma lâmina perfazendo a renda. As mãos foram à boca e de novo chorou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-116197257062826662?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/116197257062826662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=116197257062826662&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116197257062826662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116197257062826662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/10/serena-estava-morando-sozinha-h-um-ano.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-116130021745329455</id><published>2006-10-19T16:15:00.000-07:00</published><updated>2006-10-19T16:23:37.470-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;De pau duro. Tenha medo. Era assim que eu estava naquela sala, carne num tapete, posição meio de índio, sem camisa, sem cueca nem calcinha. Eu mirava o cabelo rosa da mulher-boneca, ela, os olhos, numa reta direto pro meu. Estendeu a mão, eu fui de rosto tocá-la, a palma colou minha bochecha, cerrei a vista acendendo a pele, tocou-me no pau, veio um sussurro que não decifrei nem soube se meu, em seguida um hálito fervendo e úmido escorregando, percorrendo linda. Nada tinha de seguro, embarquei naquilo, simples, movimento que não era eu, que só me fazia oscilar assim: não tinha palavra, só um impulso que não se entendia, o corpo indo. Vou gozar, disse, ela disse, agora eu sabia, ela. Segure minha boca, abafei-a como pude, explodindo entre seus dedos, escorrendo em sua barriga, ela num ‘ah’ extenso mas abafado, eu morrendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-116130021745329455?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/116130021745329455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=116130021745329455&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116130021745329455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116130021745329455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/10/de-pau-duro.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-116023378783765502</id><published>2006-10-07T08:08:00.000-07:00</published><updated>2006-10-07T08:09:47.850-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Caminhávamos em direção a sua casa. O passeio, como outros, tinha servido para beber e conversar. Há cerca de um ano nos conhecíamos e vez por outra, um ou outro telefonava para um bate-papo ou convidando para o cinema. Vez por outra significa aqui a cada vinte ou mais, trinta dias entre um encontro e outro. Até aquela noite, quando caminhávamos em direção a casa dela, não sei dizer por que, não posso recordar agora, mas eu a tinha simplesmente como uma pessoa amiga, com quem eu gostava de conversar porque apesar de jovem como eu, era bem mais informada e se mostrava disposta a falar sobre boa parte de assuntos com certo distanciamento, sem considerações moralistas, por exemplo. Aprendi coisas da intimidade feminina numa de nossas saídas. Não, não na prática, preciso retificar o que eu disse: Flávia me contava experiências suas que contribuíam para o meu entender das mulheres. Às vezes, eu que me tinha por aberto a qualquer tema, me via surpreso com a naturalidade que Flávia falava de sua vida com os homens, que fique claro, sua vida íntima com os homens. Não demorou a eu contar certos fatos sobre mim que a outros ouvidos teriam caráter de relato sigiloso. Nossas saídas me serviam como terapia, eu começara a contar a ela minhas angústias e alguns de meus desejos. Sempre procurei estudar bem a correspondência entre o-que-dizer/para-quem-dizer. Com Flávia, isso não era assim, os critérios que me serviam para selecionar assuntos de conversa com outras pessoas, com Flávia se tornavam inválidos. Parecia que eu poderia contar tudo. Bom, digamos que muito a mais do que eu contaria aos demais amigos e conhecidos. Não lembro onde tínhamos ido naquela noite, mas tenho a impressão que nada de anormal se havia dado. Voltávamos do centro, isto sei, caminhando para a sua casa. Deveria ter sido uma noite de papo, cigarros, cervejas e só. Mas não. Assim que me despedi, na frente de sua casa, ela deu um passo portão adentro, eu do lado de fora do cercado. Ouvi meu nome. Flávia se voltou para mim, se aproximou e me pediu um beijo. Devo ter feito a melhor expressão de surpresa que se é possível fazer, e, sem pensar, sem dizer nada, fui ao encontro de sua boca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-116023378783765502?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/116023378783765502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=116023378783765502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116023378783765502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/116023378783765502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/10/caminhvamos-em-direo-sua-casa.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-115955068341749230</id><published>2006-09-29T10:18:00.000-07:00</published><updated>2006-09-29T10:24:43.716-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Palpites e idéias chupadas para um achismo sobre o gosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gosto, entendido como preferência (eu gosto de rock...), está entre os temas que me parecem intrigantes e por isso mesmo me interessa. Ainda não tenho bem certeza do que procuro, mas penso que tenha a ver com aquilo que provoque o gosto, aquilo que seja sua causa. Bourdieu afirma que o gosto está ligado à idéia de distinção social, o que parece bem plausível. Diz o sociólogo que os produtos classificam o classificador, em outras palavras, aquilo que compro (roupas, discos, livros...) por julgar de bom-gosto, automaticamente reverbera sobre mim sua condição, seu status (seja lá qual for). Somos 'lidos' pelas outras pessoas através de nossas escolhas, através daquilo que consumimos e, obviamente, através de nossas práticas, condutas. Os produtos e práticas seriam utilizados, portanto, com a finalidade de nos posicionarmos dentro daquela classe que consideramos a do bom-gosto. Agora, se depositamos muita confiança nessa perspectiva (o gosto serve para demarcar a classe), acaba-se, chuto eu, por aniquilar a idéia de fruição: assim, descendo da generalidade, se compro um disco para me enquadrar dentro da classe que pretendo, onde vai parar o prazer (a fruição) de ouvir aquele disco? Será apenas ilusório, ou seja, o prazer que tenho advém na verdade por estar dentro do grupo que pretendia e não pela assimilação sonora propriamente? Talvez mais apropriado seja pensar a distinção de classe em conjunto à idéia de fruição. Talvez o propósito do gosto articule ou considere estas duas variantes. Que achas?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-115955068341749230?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/115955068341749230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=115955068341749230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115955068341749230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115955068341749230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/09/palpites-e-idias-chupadas-para-um.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-115845494544553205</id><published>2006-09-16T17:59:00.000-07:00</published><updated>2006-09-18T08:06:46.273-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em busca da Verdade, a Modernidade cunhou especialistas para fazer frente ao saber divino. Uma minoria bem letrada (elitista nalguns casos) que, a princípio, debruçar-se-ia sobre a complexidade do mundo para a seguir devolver respostas e saídas aos problemas cotidianos. Hoje, ao que parece, os especialistas têm um forte papel entre nós. Doenças? Vá ao médico. Informações, procure os jornalistas. Dinheiro, conversem com economistas ou psicólogos... Há especialistas em todas as áreas. Eles conquistaram espaço, nós acreditamos no que dizem. Se não o fizermos, em quem iremos crer? Santos de novo? Rondando a net à procura de informações sobre candidatos, encontrei algo interessante: a intelectualidade está em apuros. Na verdade, em apuros estamos nós, a plebe analfa. Aqueles que, em tese, poderiam dar-nos dicas sobre o que atentar a cada candidato, esclarecer que programa se mostra melhor ao País, estão em conflito. Há gente (grande) defendendo os 3 candidatos. Daí as dúvidas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;a) Os três seriam igualmente bons (ou ruins!)? Ao eleitor caberia apenas um exame de gosto?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;b) Os intelectuais são corruptos? Aceitaram propina para defender os candidatos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;c) É tudo uma questão de ponto de vista, tudo é muito relativo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;d) O mundo mudou, os extremos se transformaram numa massa insdistinta, esquerda, direita, cima, baixo é tudo muito parecido?&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vote Heloísa Helena&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Chomsky, Loach e outros intelectuais apóiam Heloísa Helena”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u82547.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u82547.shtml&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Vote Lula&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Um manifesto de intelectuais pró-Lula”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/novas_corpo_ci.asp?not=1147"&gt;http://carosamigos.terra.com.br/novas_corpo_ci.asp?not=1147&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Vote Alckmin&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;“Os intelectuais em campanha” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/site/exibe_materia.php?id_materia=5362"&gt;http://www.cartacapital.com.br/site/exibe_materia.php?id_materia=5362&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-115845494544553205?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/115845494544553205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=115845494544553205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115845494544553205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115845494544553205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/09/referncias-em-busca-da-verdade.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-115547717863423021</id><published>2006-08-13T06:29:00.000-07:00</published><updated>2006-08-13T06:52:58.646-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Frustrações-zinhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos garotos perguntou por que precisava ler diversos livros para fazer seu trabalho de conclusão da graduação. Afinal, defendia ele, já tinha sua própria idéia, já sabia o que queria e iria escrever e – daí o recurso no qual depositava toda confiança – se lesse vários autores, estes lhe poderiam desviar do que se havia proposto, talvez ele acabasse por tomar inconscientemente as idéias dos outros como suas. O outro garoto, sem medo de frustrar o colega, asseverou ser muito provável que qualquer tema sobre o qual pretendesse dissertar, já haveria uma enorme bibliografia, e esta esmiuçando o tema escolhido com tal competência que o colega nem poderia imaginar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-115547717863423021?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/115547717863423021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=115547717863423021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115547717863423021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115547717863423021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/08/frustraes-zinhas-um-dos-garotos.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-115478176483042431</id><published>2006-08-05T05:39:00.000-07:00</published><updated>2006-08-05T16:26:51.890-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Participei de uma conversa interessante um tempo atrás. Éramos três. Um dos colegas, o da direita, disse ao da esquerda (posições geográficas):&lt;br /&gt;- ...não sei como consegues! Eu me atrapalharia todo se fosse ler mais de um texto ao mesmo tempo. Confundiria os personagens se literatura, misturaria as teorias no caso de textos técnicos.&lt;br /&gt;- Sempre fiz isso - retorquiu o da esquerda - e nunca tive problemas. E não julgo que eu tenha alguma capacidade sobrenatural. Aliás, pense da seguinte maneira: você deve fazer três refeições por dia, não? Então. Tu trocas as refeições? Almoça achando que é janta ou café da manhã?...&lt;br /&gt;- Ahhhh! - corta o outro colega. Olha, lamento. Essa comparação não foi feliz e...&lt;br /&gt;- Não me parece tão absurda a comparação - interrompi eu. Tenho ao menos dois apontamentos em defesa. Primeiro, que, numa perspectiva ampla, a leitura é apenas mais um modo de captação de informação. O que quero dizer com isso é que estamos o tempo todo a recolher dados do mundo externo, dos objetos, das pessoas, das situações do cotidiano. E fazemos isso das mais diferentes formas, através dos sentidos. Um cheiro, uma cor, uma forma qualquer, uma temperatura, um som, uma textura e todas as relações possíveis entre tais apreensões são modos de processarmos informação. A leitura é mais um...&lt;br /&gt;- E daí?! – dispara o colega contrariado.&lt;br /&gt;- Bom, daí que, sendo a leitura apenas mais um modo de apreendermos informação, se julgamos lícito dizer que podemos nos atrapalhar lendo mais de um texto em paralelo, seria também provável que nos confundíssemos com outras atividades do cotidiano, com outras apreensões. E, agora pensando... isso por vezes pode acontecer, não? Trocarmos situações é comum. Já ocorreu de eu estar conversando com uma pessoa e achar que já tinha falado algo a ela noutra ocasião, e continuar a conversa tomando como real o fato de que eu lhe tinha informado sobre uma coisa que na verdade não havia falado. De fato, caro (...), acho que nos confundimos às vezes, mas...&lt;br /&gt;- Penso que tu (o colega da direita se referia a mim) levantaste dois pontos importantes, a apreensão geral das coisas, e colocando a leitura como uma das formas dessa apreensão, isso parece que está ok, acho que é uma boa saída. O segundo ponto que mencionaste, a confusão, também está correto, mas uma coisa é preciso ver. Confusão não é e não pode ser tida como fato natural. Se fosse natural nos confundirmos o tempo todo com os signos que nos chegam o mundo seria um caos. Não saberíamos distinguir as coisas todas umas das outras. Seria, num exemplo tosco, aquilo que falei antes. Eu poderia confundir meu almoço com o jantar, porque em ambos os casos eu estou comendo. Seria confundir meus pais ou parentes ou amigos pela própria condição deles de pais, parentes, amigos. O que quero dizer, e acho que vocês já me entenderam, é que confusão é normal até certo ponto. Alguém que se confunde o tempo todo não é tido como normal. E, retomando o caso da leitura...&lt;br /&gt;- Que disparou nossa conversa... – disse eu.&lt;br /&gt;- A questão da leitura, mas também das demais apreensões que fazemos diariamente, envolve, pelo menos penso deste modo, a idéia de contexto. Acho que são os contextos que nos ajudam a identificar o que é da alçada de um tema e o que é de outro. Exemplo: quando tomo café da manhã, há uma série de signos que me dizem que estou naquele contexto. A hora no meu relógio, o tipo de comida, talvez as pessoas com quem eu esteja naquele momento, o local onde estou, enfim, há uma série de dicas me alertando que estou no café da manhã. Com a leitura não me parece diferente. Seja texto técnico, seja literatura, acredito que há contextos envolvidos ali.&lt;br /&gt;- Talvez caiba aqui falar de contextos internos e contextos externos – disse nosso colega da esquerda, que agora parecia já assimilar nossas idéias. Sim, porque no café da manhã eu estou pegando os signos de fora, daí que falo de externo, é o local, é a comida, etc. E na literatura estou pegando os signos internos, internos da obra, o contexto que a obra está formando a cada página. É, isso me soa sensato.&lt;br /&gt;- É interessante tua colocação; essa coisa de interno, externo, (...) – disse o colega da direita. Mas não acho que na literatura se devam excluir os tais signos externos. A pessoa pode ler sempre à noite na faculdade algum texto técnico e antes de dormir, uma obra de literatura. Daí que é importante também essa distinção de contextos, seguindo a idéia de que os contextos nos auxiliam a não trocarmos uma informação por outra e assim nos orientam. Sacou?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Meu segundo argumento de defesa ia nessa linha dos contextos... - disse eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;- Saquei, saquei - respondeu o colega da esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-115478176483042431?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/115478176483042431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=115478176483042431&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115478176483042431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115478176483042431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/08/participei-de-uma-conversa.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-115454157651872958</id><published>2006-08-02T10:52:00.000-07:00</published><updated>2006-08-03T11:31:20.360-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;rapidinhas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Levamos um bom tempo na construção das generalizações mais simples e primitivas (as primeiras palavras, as primeiras teorias...). E pra ficarmos 'bão mesmo', o caminho é inverso. Ganha quem mais, nas horas certas, desmancha os conceitos e remonta-os em acordo com as situações únicas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-115454157651872958?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/115454157651872958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=115454157651872958&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115454157651872958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115454157651872958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/08/rapidinhas-levamos-um-bom-tempo-na.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-115239649725012599</id><published>2006-07-08T15:06:00.000-07:00</published><updated>2006-07-08T21:53:12.516-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu estava lá, no meu relógio tinha ainda dois minutos de sobra. Hotel Gardim, eu iria naquele pugueiro de novo, eu estava lá esperando ela. Respirei fundo, lembrei a música que cantara em casa, e com a música a viagem a Florianópolis que guardarei comigo enquanto tiver memória. A música pra mim se mistura àquela viagem. E a doidice vivida naquela época voltava um pouco agora, aqui; daqui a pouco com a mulher que eu esperava chegar. Eu parado na calçada, na Getúlio, de frente para o hotel, somando as letras verdes: G-a-r-d-i-m. Pensei comprar cigarros, tomar alguma coisa, sair correndo dali imediatamente, fugindo. Uma buzinada me fez saltar, olhei o Uno vermelho passando. Pensei "ela!", mas só tinha um cara e um cachorro dentro. Quase passava a taquicardia da buzinada quando me assaltou o berro “Idiota!” de uma voz feminina que descia a JK. Era ela. Não vi, não reconheci a voz, que estava distante, mas sabia que era. Me virei pro berro, lá vinha, atrás de um grupinho de adolescentes de uniformes bordô. Os adolescentes ressabiados virados pra ela como que perguntando a quem chamava idiota. Não procurei despistar, fiquei olhando em sua direção. Andar estabanado, um sorriso gigante e o olhar de quem me devoraria em segundos. Engoli seco, idiota, ressoou em mim, só agora aquela palavra tinha achado o significado. Cocei o cabelo, o nariz, mordi os lábios, tirei botei de volta os óculos, olhei os carros passando, os adolescentes, o chão, voltei a mirá-la. Estava perto. Um velho me olhava, um velho que sempre ficava de braços cruzados na porta do hotel, e ele olhava ela também, sabia que nos encontrávamos no hotel, e via que ela dizia alguma coisa pra mim; não sei se ele conseguia identificar as palavras sem som na boca dela: vou te comer! Chegou e eu não soube o que dizer, depois disse oi, ela abriu o sorriso e estendeu a mão em cumprimento, como vai o senhor, senhor José Brasil? Eu ri de canto de lábios, meus olhos excretaram alguma lágrima de constrangimento e tive de levantar os óculos para secar, era só do esquerdo, passei o dorso da mão e estendi a outra para cumprimentá-la. Pergunte como deves me chamar hoje, ordenou. Como devo te chamar hoje? Me abraçou, como fazia sempre, apertando ao máximo. Subiu os braços pelas minhas costas até chegar em meu pescoço e sussurrou linda, me chame linda hoje. Linda, repeti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-115239649725012599?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/115239649725012599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=115239649725012599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115239649725012599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115239649725012599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/07/eu-estava-l-no-meu-relgio-tinha-ainda_08.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-115040497251939473</id><published>2006-06-15T13:55:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T18:14:50.243-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Não conseguia dormir, zanzei pela cozinha, sala, banheiro, pensando surgir alguma idéia do que fazer pra vir o sono ou simplesmente algo que me interessasse a ponto de deixar a intenção de voltar pra cama. Tomei vinho e comi uma maçã, mijei ainda bebendo, na sala procurei o controle remoto e me acomodei no sofá, um filme qualquer na tv. Devia ter passado algum tempo quando notei que da tv saíam uns sussurros de mulher, tetas muito grandes pendiam e balançavam, um velho metendo numa adolescente feia. O velho com uma das mãos buscava um dos bicos, a adolescente feia com cara de dor, de quatro; como não peguei o início, e o ângulo era ingrato, eu não sabia onde ela tomava. Uma produção tosca, mas tinha prendido minha atenção. Porque o frio tivesse intensificado, voltei ao quarto pra roubar o cobertor; só quando levantei do sofá percebi meu pau duro, saindo pelo samba-canção, fui na sacada, o pau saído. Me estirei, uma espécie de alongamento, e na seqüência voltei ao quarto, vi minha mulher na cama, toda coberta, pleno silêncio, e continuava a ouvir a adolescente gemendo na tv na sala, deitei. Seu corpo estava quente, um convite pra deixar a tv de lado, um perfume excitante nos cabelos; eu disse baixinho na orelha te amo, e cri no que disse como há tempos não fazia, e busquei o peito por baixo do pijama, lembrando o velho pegando o bico da adolescente feia. Dormindo minha mulher teve a reação de sempre, resmungou um arshligflit zafgt e repeliu minha mão fria. Abracei-a forte, beijando o pescoço, a bochecha, quase os lábios. Virei-a de barriga para cima, deitei nela, lambi a boca. Está quente já, minha mão está quente agora, pensei, e voltei a buscar o seio. Tirei meu samba-canção e mergulhei nas cobertas margendo aquele corpo quente, de cheiro de creme, até os pés. Mordi e lambi de leve os dedos e tornozelos e vim subindo respirando a perna até chegar no centro. Boceta!, eu sussurrei pra boceta, como quem chama outro pra saber se acordado, não era assim, a boceta não fala assim. Acariciei as coxas e segurei firme a cintura da calça do moletom, comecei a puxar devagarzinho, e ouvi minha mulher resmungar de novo aquilo indecifrável, como eu não podia entender, não podia parar, ri de novo, mas não sozinho, ri pra boceta, talvez ela tenha rido também. Só revelando-a pra saber! Parei de puxar a calça assim que a calcinha apareceu, cheirei bem perto, um pentelho muito comprido e preto despontava através da calcinha de algodão, endureci mais que antes.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-115040497251939473?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/115040497251939473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=115040497251939473&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115040497251939473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/115040497251939473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/06/no-conseguia-dormir-zanzei-pela.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114903228663980281</id><published>2006-05-30T16:16:00.000-07:00</published><updated>2006-05-30T16:38:06.650-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;A imagem distorcida nos metais do chuveiro traduzia o que eu sentia. Minha cara aqui, eu tateava e dizia: a mesma, mesma de sempre. Dizia com a boca cheia d'água, olhando o resultado no reflexo. Absurdo, uma careta se contorcia, debaixo um corpo cônico sem pés. Fora do prédio, frio e chovendo fino. Não vou fechar o registro, não tenho outra maneira de torrar este dia, vou consumir tudo aqui, com água quente, me abocanho se bater a fome. Nada de sair. Só vou responder a esse impulso da minha carne. Vou olhar o que se passa nas minhas idéias com essa água quente toda sobre elas. Se o medo que eu ver me der medo, se foda!, se da dor vier dor, o caralho! vou espiar tudo pelo reflexo no metal e apreciar e gostar do que vier. Não vou me bater, não vou pular, não hoje, vou apenas me olhar, pelo tato, pelo reflexo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114903228663980281?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114903228663980281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114903228663980281&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114903228663980281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114903228663980281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/05/imagem-distorcida-nos-metais-do.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114634820506630427</id><published>2006-04-23T12:35:00.001-07:00</published><updated>2006-05-01T19:52:10.210-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Beira-mar, sol de inverno. Sentamos na areia, ela dizendo algo sem eu segurar uma letra. Não tínhamos intimidade, mesmo assim peguei sua mão, seus olhos me interrogando o motivo. Talvez eu devesse tirar aquele cílio acomodado no canto de seu lábio. Não fiz. Em vez disso, retive cada traço de seu rosto. Achei que o instante seria próprio para um beijo; num filme, num romance, aconteceria assim. Foi diferente, não havia motivo pra beijo. Não sei se ela queria, mas deve ter pensado também num beijo. Ela ia dizer algo, cheguei a sentir o hálito que me traria sua palavra; mas por minha expressão de inépcia, hesitou, entreabriu a boca, não disse. Fechei meus olhos e deparei com o inefável, um átimo mínimo, amálgama do terrível com belo. Suei e ri, um riso de gozo, um suor de não sei... Passando esse sublime, me deitei na areia, sem soltar a mão dela. A areia envolvendo meu cabelo, a umidade se enroscando em meu pescoço, o riso se transfigurando. Ela quedou arregalada sobre mim. Me vi infantil, desejando seu seio, mas não pedi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114634820506630427?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114634820506630427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114634820506630427&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114634820506630427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114634820506630427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/04/beira-mar-sol-de-inverno.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114452621021139047</id><published>2006-04-08T12:44:00.000-07:00</published><updated>2006-05-01T19:23:42.790-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Enquanto urinava, vi no chão, dentro do boxe, um minúsculo besouro de carapaça champanhe, de um tipo que eu conhecia e chamava meu amiguinho. Fiquei olhando o besouro e urinando no que percebi que ele caminhava sobre alguns fiapinhos. Olhei melhor e notei que havia vários desses fiapos num canto do boxe. O piso tinha detalhes em verde-escuro e por isso demorei a identificar que os fiapos eram na verdade pêlos. Puxei a descarga e me abaixei, esqueci o besouro, me concentrando naqueles pêlos de tom acobreado. Comecei a imaginar o dono dos pêlos. A madrasta fora a última no banheiro, mas seu cabelo era um negro só. Sem pensar no pai ou minha irmã, vi Sandra, a única loira na casa era Sandra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114452621021139047?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114452621021139047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114452621021139047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114452621021139047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114452621021139047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/04/enquanto-urinava-vi-no-cho-dentro-do.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114398855230417709</id><published>2006-04-02T07:31:00.000-07:00</published><updated>2006-04-02T07:35:52.313-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.ecenter.com.br/carvalho/img/m/212.028.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 171px; CURSOR: hand; HEIGHT: 104px; TEXT-ALIGN: center" height="145" alt="" src="http://www.ecenter.com.br/carvalho/img/m/212.028.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Tirando a Roupa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ontem, 1 de Abril, esqueci de mentir. Sorri para os amigos. Aos cumprimentos, devolvi ‘tudo bem’. Mantive cara e voz de quem toma Maracugina no café da manhã. Mentira mesmo, não teve.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114398855230417709?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114398855230417709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114398855230417709&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114398855230417709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114398855230417709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/04/tirando-roupa-ontem-1-de-abril-esqueci.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114391322242714794</id><published>2006-04-01T09:37:00.000-08:00</published><updated>2006-04-02T04:51:03.120-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Circuito de Arte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, ouvi um artista catarinense. Um dos pontos interessantes da fala foi a conceituação de ‘circuito’ de arte - espécie de âmbito onde a arte se manifesta. No circuito entrariam o artista, a obra, o público, o colecionador, a academia, instituições de arte-cultura, galerias de arte, museus, crítica especializada, materiais de divulgação, enfim, tudo aquilo que produz diretamente ou fomenta de algum modo o discurso artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de circuito parece interessante quando está em cheque a maneira como se atribui valor a uma determinada obra ou exposição. A partir - do que - a obra é considerada pelo público como relevante, boa, desagradável, insignificante? Será apenas a partir do contato com a própria obra? Ou deveríamos considerar que no juízo de valor estão implícitos ao menos alguns dos integrantes do circuito (além da obra, claro)? Minha intenção é dizer que em nós, enquanto público, ao apreciarmos uma determinada obra, não estamos recebendo somente informações da obra em si (o quadro, a instalação, a escultura...). Mas no meio das nossas idéias, mesmo que de forma não consciente, estão vários discursos (circuito) que antecipam nosso contato com aquela arte e que podem condicionar nossa percepção. Nesta perspectiva, talvez, poder-se-ia até dizer que estes discursos são integrantes da própria obra: &lt;em&gt;o circuito seria um ‘pedaço’ da obra&lt;/em&gt;. Daí que se o discurso for bom, a obra tende a obter bom resultado de público. Do contrário, sendo o discurso um adversário, há possibilidade da obra ser rejeitada e/ou cair no esquecimento. Não é difícil achar na História da Arte exemplos de artistas que tiveram que esperar pelas gerações futuras para ganhar reconhecimento do grande público. Esses artistas e suas obras não tiveram o circuito como aliado. O impressionismo, em seus primeiros tempos, é exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114391322242714794?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114391322242714794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114391322242714794&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114391322242714794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114391322242714794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/04/circuito-de-arte-semana-passada-ouvi.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114209415962561955</id><published>2006-03-11T08:03:00.000-08:00</published><updated>2006-03-11T08:22:39.693-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pra quem gosta de verde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta de verde, trechinho de Verdura, de Paulo Leminski (1944-1989):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De repente me lembro do verde&lt;br /&gt;A cor verde a mais verde que existe&lt;br /&gt;A cor mais alegre, a cor mais triste&lt;br /&gt;O verde que vestes, o verde que vestiste&lt;br /&gt;No dia em que te vi&lt;br /&gt;No dia em que me viste &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Pra quem tem Outras Palavras, pode ouvir essas palavras&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114209415962561955?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114209415962561955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114209415962561955&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114209415962561955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114209415962561955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/03/pra-quem-gosta-de-verde-pra-quem-gosta.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114175244364108751</id><published>2006-03-07T09:20:00.000-08:00</published><updated>2006-03-11T05:15:27.920-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Bem-vindo ao portal oficial da Igreja Adventista do &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sétimo Dia na América do Sul. Uma comunidade cristã &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;preparando-se para o retorno de Jesus Cristo”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Inscrição que abre o site daquela igreja&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CÉU ESCURO&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primeira a oitava série do primeiro grau, estudei, aqui em Joinville, em colégio adventista. Fui uma criança como qualquer outra. Tive bons momentos, fazia amizades com facilidade, era um dos bons corredores da turma e as notas me permitiram que nunca reprovasse. Da quinta série em diante, matemática e outras disciplinas que não lembro quais, prendiam-me naqueles exames extras, que se faz para recuperar notas durante o período em que os demais já estão curtindo as férias, mas no fim eu sempre passava. Só me incomodavam mesmo os dias de chuva forte, porque tinha, na maioria das vezes, que ir do colégio a pé para casa. Mentira, a caminhada na chuva não era a principal preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Adventistas do Sétimo Dia têm a Bíblia como fonte de suas crenças fundamentais*. O nome da religião é uma menção direta à principal crença, a saber, a “promessa de Jesus ‘Virei outra vez’”. Advento quer dizer vinda, chegada; o que os fiéis aguardam é a segunda vinda de Cristo à Terra, data em que teremos chance de retomar nossa natureza original e seguir para o “reino eterno”, pois “quando nossos primeiros pais [Adão e Eva lá no Éden] desobedeceram a Deus, negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de Deus, neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes [nós] partilham dessa natureza caída e de suas conseqüências”. O período pelo qual estamos passando, desde a queda, é considerado pelos adventistas como um “grande conflito entre Cristo e Satanás”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Baseados em interpretações das Sagradas Escrituras, os adventistas se auto-denominaram “remanescentes”, para eles, isto significa ser o único grupo que permaneceu fiel à palavra divina. As demais religiões, como a católica, por exemplo, desviaram-se dos propósitos verdadeiros e estão condenadas ao “fogo de Deus”, junto dos demais ímpios e o próprio Satanás, isso caso não se redimam até a época da segunda vinda (no site da igreja adventista, além de investidas diretas contra o catolicismo, há também afrontas nada sutis aos seguidores do espiritismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, os adventistas apenas pregam o retorno de Cristo, no passado, quando ainda estavam se organizando, ocorreu algo mais curioso. Como na música do baiano Assis Valente, os adventistas mais de uma vez “anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar”, entretanto, para sua decepção, “o tal do mundo não se acabou”. Isso mesmo, a igreja adventista se concentrou em estudar e calcular a exata data da segunda vida. Segundo Martin Gardner (em &lt;em&gt;O Umbigo de Adão&lt;/em&gt;), jornalista norte-americano, 1843 foi o primeiro ano proposto para a volta de Cristo. Porque nada aconteceu, propuseram 1844, depois 1845, depois 1851.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à minha infância no colégio adventista, com tantas aulas de religião, orações, cultos (todas as sextas-feiras!), hinos de louvor e conselhos dos pastores e professores, acabei adotando alguns aspectos da doutrina. O que me recordo com mais precisão é da relação que eu estabeleci entre o que diziam as Sagradas Escrituras sobre o dia decisivo e os temporais que insistiam em desabar bem quando eu estava no colégio. Para o dia final, as teses adventistas programavam o seguinte: Cristo retornaria, faria uma espécie de triagem, ressuscitando todos os mortos remidos e deixando os mortos ímpios a sete palmos. Os fiéis vivos até o dia da volta mais os recém-ressuscitados iriam com Cristo para o céu, a “Nova Jerusalém”, e permaneceriam lá durante mil anos (a igreja chama este período de “Milênio”). Quanto aos vivos ímpios, seriam destruídos na Terra – as imagens explicativas do site da igreja lembram os filmes americanos sobre catástrofes, com gente de olhos arregalados, prédios em chamas, estrelas gigantes caindo do céu. Tem mais: Satanás e seus anjos maus ficariam aprisionados na Terra durante o Milênio, tempo dado por Deus para que refletisse sobre os males todos que provocou. Ao término do Milênio, os ímpios todos ressuscitariam e junto com Satanás receberiam a condenação final, a morte eterna (ressuscitar para morrer de novo? Isso mesmo). Tudo isso passava pela minha cabeça quando via a primeira nuvem escura ou escutava roncos de trovoada. Uma passagem bíblica invariavelmente me surgia nessas horas, era Mateus 24:29, que diz: “o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas”. E eu dizia comigo, repetidas vezes, “o sol escurecerá”, “o sol escurecerá” e olhava pela janela a tormenta chegando. Meu medo era, obviamente, de não estar em dia com as obrigações de fiel e ser lacerado por sei-lá-o-quê vindo das alturas. Eu pensava também em minha família, saberiam eles que o dia tinha chegado, teriam pedido perdão pelos pecados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse as indagações de cunho moral que eu me fazia, minhas idéias se punham ainda a engendrar uma imagem bem nítida do final. Assustado, eu recuperava todos os discursos e ilustrações sobre a segunda vinda que os adventistas me haviam ensinado. O resultado da fabulação, além do cenário catastrófico (gente aterrorizada, chamas, chuva de estrelas, etc.), era de que Cristo viria tal como Papai Noel, numa espécie de trenó - trocando as renas por anjos, claro, e a roupa e gorro vermelhos por vestes branquíssimas, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cessavam os trovões e a chuvarada, eu ainda desconfiava, pode ser que Ele resolva aparecer de surpresa, pegar uns desprevenidos. Mas nessas horas, eu já tinha feito todas as orações, tinha pedido perdão por todos meus pecados e prometido jamais os cometer novamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diferente da época em que estudava no colégio adventista, anos oitenta/noventa, hoje vejo graça nisso tudo; bem provável porque, como disse Aristóteles (em &lt;em&gt;Arte Retórica&lt;/em&gt;), mesmo dos momentos de desprazer é bom recordar, pois “é agradável sentir que já estamos livres do mal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*As informações sobre a igreja estão no site www.adventista.org.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114175244364108751?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114175244364108751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114175244364108751&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114175244364108751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114175244364108751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/03/bem-vindo-ao-portal-oficial-da-igreja.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114161674102913227</id><published>2006-03-05T19:40:00.000-08:00</published><updated>2006-04-20T18:31:35.906-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Também te amo &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha me decidido, pegaria umas roupas e me mandaria pra algum lugar tranqüilo. Liguei pra minha mulher avisando, só este final de semana, domingo, segunda, volto, também te amo, mesmo. Joinville estava fervendo, até o trevo de Jaraguá tomei sol na cara, uma nuvem muito densa cobriu tudo depois. Cantarolei no volante, sozinho e junto do rádio, do cd, e ao passar por Florianópolis, pensei em ficar por lá mesmo, em Naufragados, deitado na areia o dia todo. Passou a placa de entrada, passou o viaduto, não sei por que, acabei seguindo. O tanque reclamava gasolina, aproveitei a parada pra um lanche. Uma senhora muito gorda me atendeu, as tetas pendendo numa regata úmida, um buço de suor. Como não houvesse suco natural, pedi água, água com gás, por favor. Na mesa havia várias inscrições de caneta e de coisa cortante, nomes de pessoas, palavrões, números de telefone, por um instante me imaginei postando alguma mensagem ali, ligue para mim, meu número é tal, a graça não estava no que se escrevia, mas na situação. A senhora gorda trouxe a água e lhe perguntei quanto faltava pra chegar em Tubarão. Uma meia hora, quarenta minutos. Eu não estava certo se queria ir naquela cidade, o que a senhora acha de eu ir pra Tubarão?, devia ter perguntado, porque o que eu menos queria era ter que decidir algo, acho que sim, o senhor deve ir lá, sim, ela diria, quem pode saber. Queria sim perambular nas dunas de Jaguaruna, o vento empoeirado açoitando as pernas, e, talvez, dar uma passada na Guarda, como estará aquilo? A senhora gorda vem em minha direção e pergunta se está tudo bem, só então noto que o copo está estilhaçado, a água toda no chão e sobre minhas calças. Peço desculpas, acrescento cinco reais à conta e tomo a estrada. No celular, uma mensagem, boa viagem, se cuida, te amo muito, beijo. Cato umas palavras pra responder à Soninha, minha filha, também te amo, oi, beijos, volto logo, gostou do presente?, não sabia direito o que escrever e acabei mandando aquilo desconexo. Soninha, a essa hora, devia estar na tv, comendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego Tubarão anoitecida, na praça com a velha pista de skate a foto que tiro não dá pra ver nada. Vem vindo uns garotos, me pedem fogo, sentam numa extremidade da pista, pergunto se posso sentar ali com eles e eles me oferecem uma bebida. Tatuado no ombro de um deles Leila, é minha namorada, diz. Tive um pequeno romance com uma Leila, conto aos garotos, quando ainda estava no primário, nem sequer nos beijamos, apenas ficávamos rindo. O garoto do ombro tatuado riu, depois gargalhou, disse que isso de nem pegar na mão parecia coisa de novela das seis e eu concordei com ele e ri também. Disse aos garotos que ia até as Termas da Guarda, que eu iria lá ver como estava o local que freqüentei durante a infância. Um deles me pediu dinheiro, deixei uns trocados. Antes de chegar nas Termas, tive que parar pra mijar, estava apertado desde lá da pista de skate. Mijei num muro com muitas plantas, atrás uma casinha branca e azul de madeira, pela janela eu via que começava o Super Cine e via um rosto fino de mulher muito atento à tela. Quando abri a porta do carro, vi o rosto fino saindo da janela, cabelos longos e olhar inquisidor, pensei se devia falar alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais uns quilômetros, chego. Pouco havia mudado nas Termas, ainda tinha os sapos e mato cobrindo os morros, uma construção ou outra nova, um e outro jardim novo, cheiro de mato. Parei o carro no portão, lá dentro, dez anos de mim, um parque, piscinas, play-ground, quadras de esportes, muita grama, um quiosque onde tomávamos sorvete e refrigerante. Não podia dizer se nos anos que eu vinha pra este lugar tinha esse portão. Pus o carro debaixo de uma árvore, durmo aqui mesmo, nada de ir pro hotel. Fiquei olhando o portão fechado, não demorou muito resolvi entrar, pulei o portão e segui na noite, o chão ainda era feito de umas pedrinhas muito miúdas e escuras, se tirasse os sapatos teria a sensação de quando, por esse mesmo caminho, andava ansioso por chegar na piscina. A ruela ainda tinha o aroma dos eucaliptos, a lagoa cercada, os patinhos deviam estar recolhidos, eu poderia ir lá dormir abraçado beijando um daqueles patos. O quiosque, a piscina, o play-ground, a grama por todo lado, tudo aquilo invadindo minha cabeça, atualizando o filme e faiscando um tipo de prazer. Na entrada do quiosque encostei o nariz, um cheiro adocicado dos sorvetes da região, eu esperava mesmo senti-lo, sentei no degrau da entrada, no vazio me veio uma espécie de soluço provocando uma dor na garganta, corri a mão sobre os olhos enxugando uma lágrima em cada. No celular, escrevi para minha mulher estou em Tubarão, te amo, te amo, cinco beijos, o local você escolhe. Uma gota caiu na tela do aparelho. Fui até a cerca que guardava a piscina, escalei os ferros; agora tinha aquela água toda. Rodei a piscina retangular trazendo nas idéias uma imagem a cada metro, as lutinhas, os saltos, quando quase me afoguei porque esquecera as bóias, o escorregador, as menininhas. Subi ao topo do escorregador, se fumasse, fumaria ali, sentado, olhando aquela água lenta. Na piscina arredondada atravessei a divisória de mármore branco que ditava o espaço de criança e adulto, raso, fundo. Trouxe as fantasias dos mergulhos, eu sempre nalguma missão perigosa, investigando algo no fundo dos oceanos. Tirei a camisa, tirei as calças, os sapatos, samba-canção, atirei-me com estardalhaço, gargalhando debaixo d’água, bolhas subindo lentamente, um silêncio absoluto. Nadei até o ponto mais profundo, não dava pé, e fiquei escorado na borda revirando ondas com os pés. Em seguida, a outra piscina, a retangular, a vinte metros, corri o mais que pude e me atirei; fiquei submerso até quase encher os pulmões de piscina. Exauri-me percorrendo-a de um lado a outro, mal conseguia tirar meu peso da água. Margeando, fui até o escorregador, molhei a descida, subi e depois me larguei. Fiquei no fundo, queria dormir aqui embaixo, disse com a boca bem aberta, borbulhando, me estendendo no azulejo azul-claro e dobrando os braços debaixo da cabeça, como quem dorme no sofá da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desembarcara em Jaguaruna no domingo, o corpo todo molhado do sol. Foi por causa de um problema com o carro que tive de tomar ônibus, não me aborreci. No caminho, conversei com uma mulher muito simpática que sentou ao meu lado. Disse-me que era de Capivari de Baixo e vinha ficar com os filhos. Achei que ela simpatizara ainda mais comigo do que eu com ela, lembrei minha mulher, no tempo que eu tinha e cogitei o que seria se eu beijasse essa mulher, essa mulher aqui do meu lado, também suada, quiçá carente, e que me ri um sorriso muito saudável. Ajudei a mulher a retirar sua bagagem, ela insistiu que tomássemos um caldo de cana com abacaxi numa barraca ali perto, ali, eu repeti sozinho, o ali dela tinha uma sonoridade daqueles lados, ali. Contei-lhe sobre minha pequena aventura na piscina na noite passada e, ao acabarmos o caldo de cana, ela me convidou para almoçar na casa de seus filhos, primeiro recusei. Andamos, não sei quanto, o suficiente pra fazer algumas bolhas nos pés. Contrariando o que eu pensava, a casa não era modesta, tinha dois pisos e muitos cômodos, havia vários carros e uma varanda enorme, com redes, quero uma depois da comida, eu disse à mulher, que não ouviu. Logo na chegada fui apresentado a todos da casa, muita gente, ofereceram-me bebidas, pinga, caipirinha, cervejas e não entendiam por que eu recusava, despistei alegando gastrite. A comida tinha um tempero forte mas saboroso, comemos muito, todos nós. Me ofereci para lavar o louça, todos recusaram, a mulher me mostrou um quarto para me deitar, aceitei, atendendo aos pés e costas cansados. O lençol bem esticado, umas fotos antigas, cama de casal, ventilador de teto. Quase disse que preferia a rede na varanda, mas já era tarde, a cama já estava ali posta, a mulher envolta no lençol soltando os cabelos e pronunciando algo que eu não podia compreender, no beijo o cheiro adocicado daquele sorvete do quiosque da Guarda, minha língua se vestiu na dela a ponto de eu quase sufocar; ardemos ali até o lençol se desfazer e cobrirmos o colchão com uma lâmina de suor. No repouso percebi um corvo no beiral da janela, o corvo bicava um copo com cerveja, parecia degustar o líquido dourado, a sensação que conhecia aquele pássaro. E ele voou pelo teto do quarto, achei que se espatifaria no ventilador e vi que num dos pés tinha algo como um pequeno relógio. Apontei para o alto querendo mostrar à mulher o pequeno relógio, mas ela já não estava comigo. Quando levantei estava embebido no suor, quem sabe estivesse mesmo febril. Fui até a cozinha pegar água e avisar que estava na hora de partir; os que estavam lá confirmavam o calor que fazia. A mulher me levou até a frente da casa, as dunas ficam aqui perto, ande até o boteco todo verde e dobre a direita, ela disse. De fato, a areiada estava próxima. O dono do boteco verde perguntou-me de onde eu era e se iria subir as dunas logo mais. Respondi que estava ansioso pra subir a duna mais alta e depois me banhar na lagoa no que ele advertiu que o sol não contribuiria com minha empreitada, e completou dizendo que eu tomasse uma gelada e esperasse pelo final da tarde. Agradeci e pedi uma água mineral, com gás, por favor. Com os sapatos na areia, medi o que estava fazendo e quase desisti. O vento começava a soprar areia contra meu rosto, tirei a camisa fazendo dela uma máscara. Do topo da primeira duna que conquistei pude comparar as alturas e saber qual das montanhas seria meu alvo. O vento agora jateava poeira nas costas mas num grau tolerável. O relógio marcava quinze para as quatro, devia ter esperado, tomado uma gelada como dizia o dono do boteco verde. A água que eu tinha já amornara, capaz de ter diarréia se bebê-la, então joguei-a sobre o dorso e continuei subindo, restavam apenas alguns metros. Toca o celular, porque estou ofegante não atendo, apenas olho quem, minha mulher. No alto, sento, os pés soterrados, a poeira amenizara. Não penso em nada, todo meu corpo precisa se recompor. O celular volta a tocar e me sobe um mal-estar repentino que me faz recostar na montanha. Desligo o aparelho e penso tenho que falar. Meus olhos se enchem de lágrimas, afundo as duas mãos na terra, meu rosto se contorce e vem um choro, o choro que não vinha desde não sei que época, obrigatório, só meu. Numa fração de tempo, pude ver a tristeza, senti-a me tocando, mas ela não se deixou nomear, um objeto sem nome, qualidade pura. Escuto umas vozes e tento localizar de onde vem, estão distantes ainda, com as mãos areiadas cubro o rosto, e desço a duna, lépido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma família na lagoa ao pé das dunas, duas meninas filhas, muito bonitas as duas. A família estranha que eu esteja de roupa na água, aceno dizendo que não trouxe shorts de banho, depois disso, eles parecem se aquietar comigo. Fico na beira, os sapatos e meias pra secar numa árvore. Enquanto penduro as coisas, me pega a garganta de novo, um sufoco, eu me abaixo sentando sobre uns arbustos e tenho ânsia de vômito, mas nada. Volto pra beira da lagoa, o mal passou, a família, acho que não me viu, não me notaram, e eu fiquei observando como brincavam jogando água uns nos outros, pra quê não importava, importava que o grupo estivesse fazendo. Divertido?, estavam tão entretidos que não precisavam deste tipo de julgamento, estavam fazendo, eles todos, isso importava. Queria ir jogar água também, molhar todos eles, rir como riam eles, puxar a camiseta de uma, o cabelo do outro, me pendurar nas costas da menor e depois perguntar se eles tinham gostado de mim, o que vocês acham de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um anoitecer vem chegando, a família entra no carro e parte. Não tenho fome, apenas sinto cansaço. Nada por perto, a lagoa tem, costeando deste lado, umas árvores muito altas e do outro uma vegetação como grama. Um pássaro sai de uma das árvores e começa a cruzar a lagoa, ele é rápido, em segundos atravessa toda a extensão e desaparece. Lembro o corvo na casa da mulher, e se eu voltar e pedir pra dormir lá? Dormir lá? Aquilo, esse pensamento, dormir lá?, era sinal de que a razão queria voltar, queria voltar a sensatez, meu corpo estava me dizendo que era hora de acabar com a fantasia, que Tubarão, Jaguaruna deviam ficar no lugar deles, na lembrança. Eu precisava achar um orelhão, o celular tinha pifado por causa do banho na lagoa. Eu iria dizer à minha mulher que pegaria a estrada de volta amanhã, o quanto antes. Perguntaria de Soninha, falaria do problema com o carro, da aventura na piscina, dos garotos, falaria dos garotos na velha pista de skate, talvez contasse que senti tesão por uma mulher de Capivari de Baixo, e o que mais? Eu não sei, não sei o que mais queria contar, talvez nem mesmo pudesse ordenar essas frases que pensei, talvez na hora eu perdesse todas as palavras ou a sintaxe. Perguntei à lagoa o que eu deveria fazer, ela me disse que tirasse a roupa, que a tirasse da letargia dando braçadas sem ordem até a outra margem. Foi o que fiz, olhei a outra margem, meus pés, e mergulhei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114161674102913227?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114161674102913227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114161674102913227&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114161674102913227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114161674102913227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/03/tambm-te-amo-tinha-me-decidido-pegaria.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114142016432777000</id><published>2006-03-03T13:07:00.000-08:00</published><updated>2006-04-23T12:38:57.220-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Enquanto estávamos em cima do barco, perguntei à Lila por que tinha decidido me ligar convidando pra praia. Olhou a areia lá na frente, como se pensasse numa boa resposta e esclareceu que precisava sair um pouco da rotina, esquecer o filho, o trabalho e fugir o mais rápido possível do calor. E acrescentou que decidira vir sozinha, mas depois julgou que minha companhia tornaria a pequena fuga mais interessante. Pedi que me falasse do filho, Lila me olhou como que me interrogando do motivo daquela curiosidade e disse que voltássemos pra água antes que torrássemos ali. Concordei e num impulso pueril a empurrei do barco, saltando em seguida. Ao sairmos da água, Lila pediu que a puxasse, ela parecia exausta. Sentamos debaixo do guarda-sol e tive vontade de tomar cerveja. Peguei os trocados que tinha trazido e fui ao bar. Traga cigarros para mim, por favor, pediu Lila, e, espere, me deixe passar um pouco de protetor em ti. Ficamos frente a frente, Lila pingou o protetor em meu nariz e começou a espalhar sobre meu rosto; senti seu hálito limpo, suave, e fitei bem seus olhos, permaneciam serenos, investigando minha derme. Pensei os motivos que fariam Lila me trazer com ela, revi ela despistando com a estória de fugir da rotina. Mais de seis meses tinham passado desde a última vez que nos encontramos, por acaso no shopping, não tínhamos intimidade ou muito pouca, e ela me ligou, me ligou perguntando se eu não queria ir pra praia com ela. No bar, tomei uma latinha de cerveja bem rápido, eu gostava de ver chegando o pequeno entorpecer do álcool, comprei o cigarro de Lila e outra latinha para ela. Ao meu lado havia uma menina, dezoito, vinte anos, surpreendi-me quando, olhando a tanga cor-de-rosa, vi saindo uns pentelhos grandes. Na caminhada de volta ao guarda-sol, fiquei remexendo a tanga cor-de-rosa, nos pentelhos grandes, senti uma leve excitação, olhei o guarda-sol pequenininho lá na frente e uma lágrima começou a brotar, não tinha razão clara. Lila me olhava, eu podia distinguir sua posição, outra lágrima veio. Fiquei feliz por ter aquela sensação indiscernível e que me trouxe as duas lágrimas. Continuei caminhando, agora apreendendo tudo que me cercava: a temperatura da água, aspereza da areia, o vento no rosto, som das ondas, odor do mar, as vozes dissonantes com palavras soltas, o funk do bar. Na frente de Lila, sorri e lhe entreguei a cerveja e o maço de cigarros, deve estar um pouco quente, adverti soltando a latinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114142016432777000?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114142016432777000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114142016432777000&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114142016432777000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114142016432777000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/03/enquanto-estvamos-em-cima-do-barco.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114122575655953192</id><published>2006-03-01T07:02:00.000-08:00</published><updated>2006-03-01T07:09:16.580-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Comprei ontem, num sebo, uma edição especial da revista Bravo! (dez/05) que traz os cem melhores da cultura em oito anos (teatro, dança, música, exposições, livros, filmes). Não há crítica propriamente, é mais uma sinopse que em alguns casos recorre a elogios. Comprei a revista com o objetivo de ver quem da literatura estava listado lá (do cinema também), uma tentativa de saber se meu ‘gosto’ estava afinado ou não, e, claro, tomar a lista como receituário para futuras apreciações. Ao ler, motivei-me a recuperar um pequeno trecho da obra S/Z, de Roland Barthes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica e outras discussões sobre arte, que envolvem diretamente a questão do gosto, mostram-se amiúde curiosas pelas formas como se propõem fundamentar a beleza de uma dada obra, seja música, filme, literatura... Embora eu não concorde inteiramente com Barthes, aprecio a capacidade de promover embates da seguinte passagem: “não se pode explicar verdadeiramente [a beleza]: ela diz-se, afirma-se, repete-se em relação a cada parte do corpo, mas não se descreve”. Para a defesa da beleza, os únicos recursos possíveis são a “tautologia” ou a “comparação”, completa Barthes. A saída ‘é porque é’ (ex. meu) ou “um rosto oval, perfeito” é tautológica, volta-se sobre si própria. E quando se diz “bela como uma madona de Rafael” ou “bela como Vênus”, faz-se uma comparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para verificarmos como funciona na prática, tomo trechos da revista Bravo! Sobre Budapeste, está assim: “o mais bem elaborado romance de Chico Buarque não deixa de ser uma fábula faustiana” – uma comparação, portanto. De O Som e a Fúria, William Faulkner, a revista assinala: “este retrato de uma família decadente do sul dos Estados Unidos é uma das obras-chave do século 20. Na nova tradução, Paulo Henriques Britto encontrou soluções magistrais” – aqui (obras-chave/magistrais) temos a tautologia, o adjetivo quer por si só persuadir o leitor, não há demonstração. Sobre Cidade dos Sonhos, de David Lynch, o alicerce também é a comparação: “o filme todo é uma fantasia autoral digna dos filmes de Fellini”. Em tais defesas o argumento primordial é a Arte (com ‘a’ maiúsculo), ou seja, se o romance de Chico Buarque se aproxima da obra faustiana então pode ser considerado um bom romance, o mesmo vale para Cidade dos Sonhos, porque é comparável a Fellini. “Mas, e Vênus? Bela como quem? Como ela própria?”, é o que se questiona Barthes e que podemos transportar para as defesas da Bravo!: e Fellini, belo como quem?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114122575655953192?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114122575655953192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114122575655953192&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114122575655953192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114122575655953192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/03/comprei-ontem-num-sebo-uma-edio.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23042421.post-114113875132129515</id><published>2006-02-28T06:43:00.000-08:00</published><updated>2006-03-03T13:10:08.233-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;estou um pouco preocupado, o ideal é ir almoçar cedo, não tem tumulto nos restaurantes, dá pra saciar a fome e apreciar o sabor dos pratos. Como contrapartida, há o problema de voltar outro do almoço, voltar um eu que não quer fazer o que eu quero fazer agora. Ah, isso acontece muito quando se tem que decidir cada segundo do que fazer durante o dia. As opções se amontoam e a vontade momentânea acaba se conformando com aquela opção que o corpo manda, muitas vezes, fugir da proposta original. Bom mesmo é quando se 'tem' que fazer, 'tem' num sentido bem forte, pau-mandado, aí não é preciso preocupações com os futuros minutos, horas, que estão comprometidos com um fazer já estabelecido. Não há espaços para decisões, não há dúvidas sobre a melhor opção. Há uma economia de raciocínio, daquele raciocínio que se deteria sobre cada opção e determinaria qual delas se encaixa melhor naquele momento. Vou arriscar, vou almoçar, depois vejo o que meu corpo vai me dizer, e rio ou choro com ele.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23042421-114113875132129515?l=umtalvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umtalvez.blogspot.com/feeds/114113875132129515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23042421&amp;postID=114113875132129515&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114113875132129515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23042421/posts/default/114113875132129515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umtalvez.blogspot.com/2006/02/estou-um-pouco-preocupado-o-ideal-ir.html' title=''/><author><name>m</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18158899673485740515</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
